sábado, 24 de outubro de 2009

Doçuras ou travessuras?

Ultimamente, tenho tido uma relação estranha com os doces. Nunca fui do tipo apaixonada pelos baloartes da glicose: sempre preferia um bom salgado a uma fatia de bolo. Não sei a partir de quando, mas essas coisinhas nocivas se tornaram meus objetos de amor e ódio; ou seja, de amor.

Resistir a uma fatia da torta preferida ou a uma tacinha do sorvete no congelador parece algo cada vez mais impraticável. E aquele pudim da vitrine do restaurante da universidade? (Ao menos a esse ainda tenho resistido).

Essa semana, na fila do caixa do restaurante, ao lado da vitrine dos doces, me lembraram de um texto que eu havia escrito, falando do pudim. Sobre o quanto era difícil a gente olhar aquele doce tão lindo, brilhante, e ter que dizer "não, obrigada"; mesmo sabendo que ele é delicioso e está totalmente disponível para o consumo. Eu escrevi aquilo para falar dos pudins, mas antes disso eu queria falar sobre o quanto é difícil tomar a decisão de não fazer algo que se quer, de que se gosta e que faz momentaneamente bem, como é o prazer de degustar um doce bom.

Os doces são assim como o amor. Eles trazem em sua essência essa ambiguidade angustiante da convivência entre prazer e nocividade. Assim como o amor, deve-se aprender a consumir doces na frequência e quantidade certas.

Mas, afinal, quando isso finalmente acontece?

7 comentários:

Rafael Formiga disse...

"Assim como o amor, deve-se aprender a consumir doces na frequência e quantidade certas."


Ao menos o doce não consome a gente.

Clarissa disse...

Primeiro pe nsamento que me veio na cabeça: "Não acontece"

(E Formiga, para de fazer as coisas assim na mesma hora que eu)

Lini disse...

Açucar e Amor são como 'Do.R.Ga.S'

comofas?

Cabe a vc mensurar ambos.





Existe dieta de amor? O.o

Kramer disse...

Existe. E é terrível.

Daniel Bastos disse...

Você quer o doce.
Você come o doce.
Fim.

Kramer disse...

Você come o doce.
Passa mal.
E morre.

Fim.

Death disse...

gostei do que o Daniel falou aí em cima:
"Você quer o doce.
Você come o doce.
Fim."

afinal, sem os comer, morremos de todo jeito... e pior: morremos em vida... assim como uma vida sem amor não é vida.. é um martírio.. e pode tirar essa história da cabecinha de que o amor tem esse lado nocivo....