terça-feira, 3 de maio de 2011

Hello, strangers.

Boa noite. Depois de mais de seis meses sem escrever nada por aqui, algumas manifestações me fizeram voltar (ao menos por um instante). 

Berenice pediu a volta pelo facebook. E numa coincidência estranha, Dani, uma amiga da universidade, comentou comigo no dia seguinte a minha ausência aqui. Disse que gostava de vir aqui e até indicou o blog como um "modelo" de um blog que ela achava bacana. 

Nunca tive grandes propósitos ao escrever aqui, nunca me imaginei uma blogueira famosa. Este espaço, para mim, é parecido com o que Roland Barthes diz sobre literatura, em Aula: "Mas a nós, que não somos nem cavaleiros da fé nem super-homens, só resta, por assim dizer, trapacear com a língua, trapacear a língua".
É aqui onde eu tento trapacear as amarras que a academia vem colocando à minha enunciação; talvez o sumiço seja atestado do meu apagamento diante do Gigante Adamastor que se tornou o mestrado e, por que não, a vida.

Não li quase nenhum poema novo. Não ouvi novas encantadoras canções. Vi poucos filmes arrebatadores. Tenho visto muito do mesmo e pouco do novo, e talvez por isso não tenham surgido epifanias espontâneas dignas disso aqui.

Mas eis que surgem estranhos conhecidos, gente que gosta de me ler. E assim como a literatura (pretenciosa?), sou movida aos que leem porque sem eles não há texto, não há autor, não há nada nessa vida.

Aos estranhos, conhecidos, anônimos e ocultos, entusiastas, dedico esta pretensa volta.

Até a próxima...

4 comentários:

Milena disse...

\o/ só isso.

;*

Adoniran Leblon disse...

Prezada sumida,

Li numa bela pixação: "Não deixe a universidade atrapalhar seus estudos."

Por que apenas "estudos"?

Esse pixador, certamente, era nerd demais. Eu seria mais amplo: Não deixe a universidade atrapalhar sua vida! E da vida, claro, os estudos fazem parte. Mas também todo o resto.

Não vou advocar vagabundagens, sabe que não é isso. A mudança talvez seja até mais interior. Não há nada pior num mestrado (ou no que quer que seja) do que a rotina corroendo nossos ímpetos.

Acontece com os namoros também, não é? Tive essa namorada que... bem. Era rotina demais e a rotina por algum vudu que não entendo me fez esquecer do amor. Deve ter escolhido seu mestrado com empolgação e paixão, não é? Não deixe a rotina corroer isso; mesmo que custe filmes e poemas e caminhadas no bosque.

Eu sei, eu sei. Sou folgado e intrometido. Vou me defender: são tempos de internet! Beijos; escreva vez ou outra, o blog é bom.

Dimitri BR disse...

presente

vai na trapaça!

:*

Jo Alencar disse...

Parabéns Rita, amei o blog. Li e gostei muito do que foi postado. Peço que nao demore para fazer novas postagens. Abraços!!!