domingo, 4 de abril de 2010

Gelatina

Les Affinités électives, René Magritte, 1933
 





Eu tenho corações fora do peito
Espalhados pelas partes do mundo
Meus pedaços de peito, espelhados

Eu tenho um coração bem aqui
Cravado no peito, batendo na palma da mão

Eu tenho versos livres nas mãos
Saindo da gaiola
Passeando lá fora
A água sempre escapa
Ente os dedos da nossa mão



No meu peito, balas de canhão
Atirando lá, cá, ali, longe
O meu próprio peito
Vazias minhas mãos                                                                     

Quantos corações fora do peito
Vale a palavra liberdade?
Saudade

Eu que não quero esquecer
No meio do caminho
O meu caminho
O meu coração

Um comentário:

Milena disse...

"Quantos corações fora do peito
Vale a palavra liberdade?
Saudade"

Nenhum, eu acho.
;*